Desafios do novo normal na saúde corporativa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no dia 11 de março de 2020 a pandemia do novo coronavirus, denominado SARS-CoV-2, que causa a doença covid-19.
São aproximadamente 14 milhões de casos confirmados no mundo e 2 milhões no Brasil com 80 mil óbitos.
Em São Paulo 400 mil casos com 19mil óbitos.
Desde então o mundo mudou e perguntas norteiam nossos pensamentos e reuniões estratégicas. Como lidar com os desafios para o Futuro da Saúde e do Trabalho diante da pandemia da Covid-19?
O primeiro passo é formar um grupo de crise com equipe multiprofissional, com o envolvimento da alta gestão, recursos humanos, segurança e saúde do trabalho.
O grupo deve definir o protocolo de manejo descordo com o perfil da empresa e com base nas diretrizes dos órgãos competentes e normas vigentes.
É fundamental implantar ações para mitigar o risco do contágio no ambiente produtivo.
Implementar o uso obrigatório da máscara, o distanciamento social, o não compartilhamento dos objetos, além de manter as salas arejadas, evitar qualquer tipo de aglomeração e triagem com aferição de temperatura.
O colaborador também deve assumir a sua responsabilidade, cumprir as medidas, realizar a higiene adequada das mãos e a etiqueta respiratória. Importante manter as diretrizes de etiqueta social de higienização, utilizando máscaras, respeitando o distanciamento e principalmente evitando aglomerações em seus horários
livres e de lazer.
As empresas devem conduzir os casos de maneira responsável através de uma comunicação efetiva diante de casos suspeitos com sintomas ( febre, diarreia, dor no corpo, cefaleia, tosse espirro, coriza, dor de garganta, falta de ar, perda de olfato e paladar) e ou os casos que tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados
sem uso e máscara e sem distanciamento adequado.
Os casos confirmados deverão permanecer afastados no mínimo 14 dias.
O teletrabalho deve ser priorizado principalmente para o grupo de risco para complicação da covid-19 como idosos acima de 60 anos, doentes crônicos descompensados, imunodeprimidos e gestantes.
Além de todo o cuidado e manejo de prevenção segmento dos casos o desafio é seguir as tendências como o home office, que vieram para ficar.
Os casos de doenças psicossociais aumentam significativamente e investimentos na prevenção da saúde mental devem ser feitos para minimizar impactos sociais e profissionais.

A gestão de pessoas, de riscos e até mesmo a autogestão em um cenário de crise é desafio com aprendizados diários.
Comunicação, resiliência e atualização são itens fundamentais, o protocolo é vivo e as pesquisas estão em andamento.
O que ficou claro com a pandemia é que as empresas devem cuidar do seu bem mais precioso: as pessoas.

Escrito por: Dra. Nathalia Caterina CRM: 162639 – Médica ocupacional

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