Telemedicina ao seu alcance

A APM Estadual firmou parceria com a maior empresa de Telemedicina do mundo – Teladoc, com o intuito principal de propiciar segurança e solidez ao nosso associado que queira praticar a Telemedicina durante este período de pandemia da Covid-19. A APM em breve enviará um e-mail com o link através do qual o associado poderá fazer a
inscrição na plataforma e iniciar o processo de aquisição do certificado digital da Valid, necessário para a emissão dos documentos médicos como prescrição de medicamentos, pedidos de exames, atestados, relatórios médicos, entre outros.
Para o paciente acessar o seu médico, será necessário que ele baixe o aplicativo da Teladoc nas lojas Apple Store ou Google Play no seu celular. Quando o paciente precisar de uma consulta remota, bastará que entre em contato com o consultório do médico, solicite a consulta no dia e horário desejados, procure o médico no aplicativo da Teladoc
em seu celular e clique no dia e hora da consulta agendada junto ao consultório do médico. No dia e horário marcados, o médico acessará a plataforma em seu computador através do site https://tdocop.com.br/login e o paciente fará o mesmo, mas através do aplicativo do seu celular.
Além disso, a APM fez parceria com o link PinPag (https://apm.pinpag.com.br/#/), por meio do qual é possível fazer a cobrança da consulta, bem como dos outros serviços médicos, sendo que o paciente poderá parcelar em até 12 vezes, sem qualquer custo para o médico, que recebe o valor integral em 15 minutos. Isso mesmo, sem desconto e na hora. Nosso associado não paga nem pela plataforma, nem pelo certificado digital, nem pela parceria com o PinPag.
O médico terá acesso também a um prontuário eletrônico pela plataforma Teladoc, onde será registrado todo o atendimento médico, sem custo também. Prescrições, atestados, pedidos de exames podem ser feitos eletronicamente e enviados diretamente para o paciente. Importante frisar que quando paciente “entra” para ser atendido pelo colega médico, assina um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Ao término da consulta, o
paciente recebe um resumo do atendimento em seu celular.
É exigido que o médico faça um curso de capacitação em Telemedicina ao custo de 90 (noventa) reais para o associado, uma vez que a APM entende ser muito importante o médico estar preparado para o atendimento em Telemedicina. Esse é o único custo que o associado tem, se quiser começar a usar essa “nova” modalidade de atendimento.
Todos esses passos são importantes, uma vez que a APM exige e preconiza que se faça o uso da Telemedicina da melhor e mais segura forma possível.
A princípio parece que são muitas coisas e que o processo é difícil. Não é, como toda novidade precisamos dar o primeiro passo, e nos acostumarmos e entendermos o modus operandi do processo. Após isso, tudo fica mais fácil e “a vida” do colega e do paciente se “encurtam” dentro desse “encontro”. Fundamental dizer que o uso da Telemedicina é uma escolha de mão dupla. Médico e paciente decidem usá-la, mas não são obrigados a fazê-lo. Se em algum momento do processo, qualquer parte envolvida preferir, ou se tornar necessário, o atendimento pode e deve se tornar presencial. A ideia é ter mais uma possibilidade de atendimento, quando for possível, viável e com a anuência das partes envolvidas.
Vamos em frente

Escrito por: DAVID ALVES DE SOUZA LIMA – PSIQUIATRA CRM: 112350

Não abandone os cuidados com a sua saúde

A Pandemia do COVID além de ter causado mais de 100.00 mortes pela própria doença no, tem contribuído para aumentar outras causas de mortalidade e de agravamento de doenças no Brasil. Milhões de brasileiros têm deixado de acompanhar e tratar outras doenças e isto tem preocupado as autoridades médicas.
Em primeiro lugar os serviços públicos e privados de saúde suspenderam grande parte dos atendimentos por precaução com a contaminação de seus usuários e para fazer uma reserva técnica para o enfrentamento da pandemia. Em outros casos o próprio atendimento à COVID ocupou toda a capacidade de atendimento dos serviços, não permitindo o atendimento normal à população. Em relação à medicina suplementar (Planos de Saúde) a ANS num primeiro momento suspendeu os prazos mínimos para o atendimento.
Por outro lado, os próprios pacientes suspenderam os comparecimentos aos serviços médicos por medo de se contaminarem. Os resultados começam a aparecer.
Em relação ao câncer, por exemplo, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e a Sociedade Brasileira de Patologia estimam que ao menos 70 mil pessoas com câncer deixaram de receber o diagnóstico da doença entre março e o fim de maio. Ainda de acordo com estas sociedades 70% das cirurgias deixaram de ser realizadas e o número de biopsias realizadas chegou a cair 80%.


Em relação a doenças cardíacas (cardiovasculares) levantamentos feitos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia mostram que houve um aumento nas mortes por doenças relacionadas ao coração e, principalmente, de pacientes que ficam em casa.
Em relação às mulheres, médicos ginecologistas da nossa região têm notado aumento em doenças inflamatórias do sistema reprodutor feminino. Pequenos incômodos que levavam as pacientes ao médico deixam de ser tratados e se transformam em doenças importantes. Outra constatação tem sido o aumento da gravidez não planejada por exatamente falta de orientação e acompanhamento.
Em todas as especialidades médicas temos constatado que perto de 80% dos pacientes deixaram de receber orientação médica e isto pode ter efeitos danosos à população.
Em alguns serviços temos notado que aumentaram os acidentes em casa, causando fraturas e outros danos.
Mas talvez a principal doença que tem causado grandes preocupações aos médicos tem sido as reações emocionais à pandemia, ao isolamento social e a perda de esperança para muitas pessoas. O desequilíbrio emocional pela pandemia é a porta de entrada e de agravamento de diversas doenças não só mentais como orgânicas.
Portanto, é importante que você não abandone os cuidados com a sua saúde.
Em São José dos Campos os serviços públicos de saúde continuam funcionando e tem adotado sérios protocolos de segurança para proteger os clientes. Em relação aos planos de saúde a ANS já recomendou que todos os serviços sejam prestados dentro do usual e caso você tenha problemas entre em contato com sua operadora e busque orientação e serviços dentro dos prazos.

Em relação aos serviços médicos prestados por médicos e clínicas há um grande esforço em proteger os clientes utilizando-se de todos itens de segurança e espaçando o horário das consultas.
Confie nos seus médicos.
A pandemia vai passar e você vai continuar.
Com saúde.

Escrito por: Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM: 17178 – GINECOLOGIA E OBSTETRICIA

Leite materno e vacina

Ao nos aproximarmos do mês de agosto, que na pediatria é o AGOSTO DOURADO, mês em que comemoramos a semana mundial de promoção ao aleitamento materno, cujo tema esse ano é “Apoiar a mulher que amamenta para um planeta mais saudável”, não podemos deixar de lembrar dessa dupla inseparável da imunidade infantil : leite materno e vacina. Cada um atua de uma maneira diferente na formação de defesas do organismo e juntas
aumentam de modo significativo a proteção contra os riscos de doenças.
A amamentação é uma das principais estratégias para redução da mortalidade infantil e ela fornece a nutrição adequada para o crescimento e desenvolvimento do bebê, sendo um alimento natural, renovável, produzido e oferecido ao bebê na temperatura ideal. Mesmo nos casos de mães infectadas pelo coronavírus e que não se sintam à vontade para amamentar diretamente, poderão extrair seu leite manualmente ou usando bombas de extração láctea (logicamente, com higiene adequada) e um cuidador saudável poderá oferecer o leite ao bebê por copinho, xícara ou colher.
Poderíamos citar evidências científicas diversas, as quais comprovam que essas duas formas de proteção devem ser adotadas em conjunto. Podemos citar que os bebês amamentados exclusivamente até os 6 meses ficam mais protegidos contra várias doenças infecciosas e alérgicas e respondem mais rapidamente aos efeitos das vacinas na
produção de anticorpos. O leite materno fornece anticorpos da mãe contra diarreias, pneumonias, otites, meningites, etc…, assim como reduzem a agressividade dos microrganismos nocivos. Porém, o alimento sozinho não é suficiente para gerar proteção completa, sendo a vacinação ESSENCIAL, uma vez que cada imunizante induz o
organismo da criança a produzir anticorpos específicos contra determinadas doenças.
A vacinação de rotina não pode ser deixada de lado, nem ser interrompida mesmo nesse período de pandemia pelo Covid 19. As unidades de saúde estão preparadas para esse atendimento obedecendo todas as medidas de segurança, amplamente conhecidas e divulgadas à população. Com essa união do aleitamento materno à vacinação
teremos crianças mais saudáveis e que certamente desenvolverão menos doenças ao longo de suas vidas.
Segundo fontes da Organização Mundial de Saúde (OMS), a mortalidade em bebês é 6 vezes menor naquelas que são amamentadas nos primeiros meses de vida, e conforme essa amamentação se estende, crescem os seus benefícios.
820.000 mortes por ano no mundo poderiam ser evitadas em crianças abaixo de 5 anos de idade, caso tivessem sido amamentadas até pelo menos os primeiros 2 anos, e de forma exclusiva até os 6 meses. Assim como, 2 a 3 milhões de mortes são evitadas no mundo, anualmente, com a vacinação.
Esses poucos argumentos mostram toda a importância do aleitamento materno e das vacinas. Vamos incentivar e orientar a todos, prevenção ainda é o melhor remédio!

Escrito por: Dr. Othon Mercadante Becker – Pediatra CRM: 41355

27 de julho – dia do Pediatra

Nos idos de 1722, o médico Theodore Zwinger, professor da Faculdade de Medicina da
Basiléia – Suíça , atento em suas observações clínicas, percebeu que os sinais e sintomas de uma mesma doença que acometiam tanto crianças quanto adultos apresentavam diferenças em sua forma e no conteúdo, levando à afirmação de que a criança não é uma miniatura do adulto e sim, um ser em formação. Baseado nessa sua percepção escreveu um livro ao qual deu o título de “Paedoiatreia – as doenças na infância”, de onde veio a palavra “pediatria”.
A pediatria é a especialidade da medicina que estuda, trata e acompanha o ser humano
desde o nascimento até a adolescência, ou até mesmo antes do nascimento na fase perinatal, quando há a necessidade de uma orientação pediátrica. O pediatra atua na busca constante da prevenção de doenças, desde o início da vida através do acompanhamento do aleitamento materno, imunizações (vacinas), prevenção de acidentes e sempre fornecendo às mães (e muitas vezes as avós também) as orientações necessárias para o crescimento e desenvolvimento saudável de seus filhos. E, quando necessário, intervenções curativas através de procedimentos e tratamentos de diversas patologias que
acometem as crianças e adolescentes, utilizando-se do melhor de sua capacidade profissional para a qual foram treinados e habilitados.
“Eu, pediatra, prometo que farei pela criança que me é confiada o que faria pelo filho da
minha carne “. Esse é o juramento do pediatra que comemora no Brasil o seu dia em 27 de julho, data essa escolhida por ser o dia da fundação da Sociedade Brasileira de Pediatria, essa centenária e importante instituição criada para a defesa da saúde da criança e adolescente que ocorreu em 27 de julho de 1910.
E, coincidentemente, 27 de julho é a data em que se comemora o aniversário da nossa
querida cidade de São José dos Campos, que nos acolheu e onde exercemos as nossas atividades profissionais. Por ser um feriado não temos jantares de confraternização …, mas com certeza temos o apreço e o reconhecimento de nossos colegas e dos pacientes, muitos deles que cresceram e hoje nos trazem seus filhos.
Feliz dia do pediatra!

Escrito por: Dr. Othon M. Becker – Pediatra – CRM: 41355

Desafios do novo normal na saúde corporativa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no dia 11 de março de 2020 a pandemia do novo coronavirus, denominado SARS-CoV-2, que causa a doença covid-19.
São aproximadamente 14 milhões de casos confirmados no mundo e 2 milhões no Brasil com 80 mil óbitos.
Em São Paulo 400 mil casos com 19mil óbitos.
Desde então o mundo mudou e perguntas norteiam nossos pensamentos e reuniões estratégicas. Como lidar com os desafios para o Futuro da Saúde e do Trabalho diante da pandemia da Covid-19?
O primeiro passo é formar um grupo de crise com equipe multiprofissional, com o envolvimento da alta gestão, recursos humanos, segurança e saúde do trabalho.
O grupo deve definir o protocolo de manejo descordo com o perfil da empresa e com base nas diretrizes dos órgãos competentes e normas vigentes.
É fundamental implantar ações para mitigar o risco do contágio no ambiente produtivo.
Implementar o uso obrigatório da máscara, o distanciamento social, o não compartilhamento dos objetos, além de manter as salas arejadas, evitar qualquer tipo de aglomeração e triagem com aferição de temperatura.
O colaborador também deve assumir a sua responsabilidade, cumprir as medidas, realizar a higiene adequada das mãos e a etiqueta respiratória. Importante manter as diretrizes de etiqueta social de higienização, utilizando máscaras, respeitando o distanciamento e principalmente evitando aglomerações em seus horários
livres e de lazer.
As empresas devem conduzir os casos de maneira responsável através de uma comunicação efetiva diante de casos suspeitos com sintomas ( febre, diarreia, dor no corpo, cefaleia, tosse espirro, coriza, dor de garganta, falta de ar, perda de olfato e paladar) e ou os casos que tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados
sem uso e máscara e sem distanciamento adequado.
Os casos confirmados deverão permanecer afastados no mínimo 14 dias.
O teletrabalho deve ser priorizado principalmente para o grupo de risco para complicação da covid-19 como idosos acima de 60 anos, doentes crônicos descompensados, imunodeprimidos e gestantes.
Além de todo o cuidado e manejo de prevenção segmento dos casos o desafio é seguir as tendências como o home office, que vieram para ficar.
Os casos de doenças psicossociais aumentam significativamente e investimentos na prevenção da saúde mental devem ser feitos para minimizar impactos sociais e profissionais.

A gestão de pessoas, de riscos e até mesmo a autogestão em um cenário de crise é desafio com aprendizados diários.
Comunicação, resiliência e atualização são itens fundamentais, o protocolo é vivo e as pesquisas estão em andamento.
O que ficou claro com a pandemia é que as empresas devem cuidar do seu bem mais precioso: as pessoas.

Escrito por: Dra. Nathalia Caterina CRM: 162639 – Médica ocupacional

A humanização na relação médico paciente

” Viu, sentiu compaixão, e cuidou dele” – Lucas 10:33-34

Certa feita um paciente se queixou do atendimento que recebera de um colega para o qual eu lhe encaminhara pedindo um parecer:” Acredite Doutor,
a consulta durou 05 minutos, com o médico em pé, e eu também!”. Liguei em
seguida para esse colega: ” Puxa meu amigo, você atendeu o paciente que te
encaminhei em 05 minutos?” ao que ele, sem esconder a ironia, respondeu:
“Pois é João Manuel, você sabe como é né, na primeira consulta a gente
sempre demora um pouquinho mais…”. Foram horas de espera, em troca de uma
consulta fria e rápida.

Bernard Lown, em A ARTE PERDIDA DE CURAR, afirma: “a medicina jamais teve a
capacidade de fazer tanto pelo homem como hoje. No entanto, as pessoas nunca
estiveram tão desencantadas com seus médicos. A questão é que a maioria dos
médicos perdeu a arte de curar, que vai além da capacidade do diagnóstico e
da mobilização dos recursos tecnológicos”; muitos médicos não olham mais nos
olhos dos pacientes, ou o ouvem com sincera atenção, ou se quer realizam um
exame físico adequado. Quando um paciente diz” Doutor, estou em suas mãos!”
ele espera exatamente isso: que o toquemos com nossas mãos, que o
examinemos e dele cuidemos atenta e respeitosamente.
Se medicina já é uma atividade humana porque a necessidade de humaniza-la?
Aprendemos na Faculdade, que a Medicina não é apenas ciência, mas também arte, e
que o nosso paciente não é uma doença, um diagnóstico, um CID,
mas um ser humano com história, com sentimentos, com amigos,
familiares, frustrações e angustias; não é o “tumor de cabeça de pâncreas do leito
10″, como me disse uma vez um colega, mas alguém que merece, além de todo
o processo investigativo e terapêutico, ser tratado como ser humano, numa
comunicação entre duas pessoas na qual uma tem o conhecimento para ajudar
a outra, que, por sua vez, tem um problema de saúde e merece ser tratada com dignidade.

Por onde anda a boa relação médico paciente ? No passado havia uma relação
forte e estreita entre médicos, pacientes e seus familiares; havia aquele
médico que conhecia muito bem o seu paciente e o acompanhava – as vezes
também ‘a sua família – ao longo de toda a vida .Em que momento foi que nos
distanciamos ? Foi com o advento dos convenios? Foram as novas tecnologias que nos permitiram
impensáveis e extraordinários avanços nos diagnósticos e tratamento das
doenças mas talvez tenham nos afastado do proprio paciente e diminuido a percepção
que nem todo “mal -estar” pode ser compreendido só através de exames
laboratoriais, invasivos ou por imagens? Ou talvez a “correria” do nosso dia
a dia, que inclui múltiplos afazeres e atividades profissionais que
precisamos encaixar dentro de orçamentos e agendas pessoais cada vez mais apertados?
Quem sabe a divisão do conhecimento em tantas especializadas e sub
especialidades tenha “roubado” do médico a visão do todo que é o seu
paciente? E o resultado é que passamos a focar muito mais na doença e nos resultados dos exames do que no próprio doente,que,afinal, é o principal motivo dos médicos existirem.
Temos especialidades hoje que prescindem do contato direto com o paciente,onde a tecnologia substitui o dialogo.Não podemos nos esquecer que cerca de 70% de todos os diagnósticos são alcançados apenas com r uma boa anamnese.
Por que os médicos do passado eram mais respeitados, quase venerados por pacientes que seguiam rigorosamente suas orientações ? Porque os conheciam melhor e ‘a sua familia? Dedicavam-lhes mais tempo? transmitiam mais confiança ao dizerem “fique tranquilo que vamos resolver isso”,do que nós hoje? Porque talvez trabalhassem melhor a fé e a religiosidade de seus pacientes?
Será a fé , merecedora de investigação e analise pela ciencia ,a ponto de ser utilizada em conjunto com a medicina moderna? Parece sim haver um beneficio tanto para os pacientes quanto para as suas familias quando aspectos religiosos e espirituais são respeitados.

Resgatar nossas raízes, recuperar a relação médico-paciente – um conjunto que envolve respeito, compromisso, ética, confiança, sinceridade, ciência e fé -, é condição sine qua non para o bom exercício da medicina, e isso passa obrigatoriamente por reumanizar o próprio profissional da saúde.
Para isso é preciso “gostar de gente “, reconhecer que não existem só doenças, mas também doentes e pôr em prática o amor ao próximo, utilizando todos os recursos que a medicina moderna nos disponibiliza.

João Manuel Maio

A APM acredita que os médicos devem ser sempre valorizados

O médico David Souza Lima, presidente da APMSJC (Associação Paulista de Medicina), em São José dos Campos, ressalta que a pandemia do novo coronavírus reforçou ainda mais o papel dos médicos dentro da sociedade. Segundo ele, os profissionais que atuam na linha de frente estão sobrecarregados e a saúde mental deles também merece um cuidado especial.

“A APM acredita que os médicos devem ser sempre valorizados, e que a pandemia mostrou e reforçou a grande necessidade e importância dos profissionais de saúde para a sociedade”, diz o médico.

A seguir, a entrevista completa com o com dr. David.

Como a pandemia reforçou o papel dos médicos?

Os médicos, assim como os outros profissionais considerados essenciais, reforçaram o seu protagonismo na sociedade. Os médicos que estão na linha de frente atendendo nos prontos socorros, enfermarias e UTIs têm ficado bastante sobrecarregados. A cobrança é muito grande e a tensão também, mas percebe-se que têm atuado com muita responsabilidade e sempre pensando no melhor para o paciente.

O que mudou no dia a dia na atuação dos profissionais de saúde?

O modo de trabalhar com medidas sanitárias mais rigorosas. O medo de se contaminar e contaminar outras pessoas tem gerado um stress grande nos profissionais da Saúde. Muito importante um olhar e um cuidado especial para saúde mental desses profissionais também.

Que tipo de cuidados extras os médicos estão tomando durante este período? Como os médicos estão lidando com essa pressão?

Equipamentos de proteção individual específicos estão sendo adotados, não é fácil a pressão psicológica e o medo de se contaminar, além de muitas horas extenuantes de trabalho com uma tensão maior do que a maioria estava acostumada.

A categoria médica poderá sair mais valorizada deste período de pandemia?

A APM acredita que os médicos devem ser sempre valorizados, e que a pandemia mostrou e reforçou a grande necessidade e importância dos profissionais de saúde para a sociedade.

É possível acreditar na descoberta rápida e segura da vacina contra a Covid-19? Ou ao menos um tratamento realmente eficaz?

Sim, a APM acredita na ciência e que a comunidade médica mundial está se mobilizando para que a vacina ou um tratamento eficaz esteja o mais rápido possível ao alcance de todos. Recentemente saiu um trabalho muito importante mostrando a importância da dexametasona na no tratamento da Covid-19. Protocolos já estão sendo mudados e a medicação já está começando a ser usada de forma rotineira, dependendo do quadro clínico que se apresente.

É possível dizer que já se atingiu o pico da pandemia no Brasil? Até que ponto o distanciamento social pode ajudar?

Os dados mostram que devemos nos preocupar sim com a curva, e que o distanciamento social é uma medida muito eficaz – talvez a mais importante entre todas, porém não podemos nos esquecer de todas as outras (lavar as mãos com frequência, uso do álcool gel, tomar um banho e trocar de roupa toda vez que chegar da rua, não entrar com sapatos em casa, uso de máscaras)

Qual a importância da parceria entre o OVALE e a APM?

A informação correta pode salvar vidas. Por isso, parcerias que dão visibilidade a informações de qualidade são de extrema importância.